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Thursday, January 17, 2008

Filhoses de forma

Preparem-se para rir pois hoje é um post cómico (e longo!): a aventura das filhoses de forma.

Depois de receber estas lindas formas para as filhoses de forma enviadas pela querida Turbolenta tinha de experimentar fazer as referidas filhoses.
E tinha de ser o mais rápido possível, pelo que na véspera de reis antes de jantar preparei a massa para fritar depois de deitar os filhotes.
Mas a filha fez uma grande birra e quando adormeceu apetecia-me atirar as filhoses no lixo e achei que devia estar com paciência para as fritar pelo que a parte de deixar a massa no frigorifico uma hora passou a deixar durante a noite.
No dia seguinte, domingo de reis, levantei-me cedo, que o filho TEM de se levantar às 8:00 para ver uns desenhos animados da Dora e do Diego e eu fui para a cozinha.

Tirei a massa das filhoses do frigorifico e deixei descansar enquanto o óleo aquecia no meu fogão chinês de duas temperaturas: demasiado quente e não suficientemente quente e isto já é uma aventura para fazer fritos e a querida Turbolenta tinha tantas recomendações sobre a temperatura do óleo que achei que as coisas iam correr mal.

Aquecer as formas, então enfia-se no óleo, retira-se e põe na massa e põe na frigideira.
Humm... não sai nada para a frigideira....retira a forma, limpa com cuidado (está quente!) com um papel. Volta a enfiar no óleo, de seguida na massa e novamente no óleo que estava demasiado quente e obtive uma coisa meio queimada (podem-se rir que eu não me importo!)

Bem, mesmo assim pareceu-me que havia esperança...
Deixar o óleo menos quente, voltar a repetir o processo e as filhoses de forma iam surgindo.
Não tive grande dificuldade em descolá-las da forma, aliás estava tão preocupada que não se descolassem que tive dificuldades foi em que se descolavam depressa demais e nem saiam da tigela da massa.
Percebi então que a forma estava demasiado quente e cozia a massa.
A forma tem de estar quente para a massa agarrar, mas não demasiado para não cozer a massa... qual o quente suficiente é uma questão de ir tentando. Se começar a cozer a massa está demasiado quente eh eh eh

O resumo da aventura: as filhoses são óptimas!
Filhoses “em condições”: 23
Queimadas: 1
Massa cozida sem chegar à frigideira: 5
Partidas ao sair da forma: 2
Lixo: 1

Aqui fica a receita da Turbolenta (que eu segui à risca!) e umas considerações para quem se decidir aventurar.
Eu volto à carga no Natal!

FILHÓS DE FORMA

Ingredientes:
130 gr farinha SEM FERMENTO
1 pitada de sal
1 pitada de canela em pó
3 ovos grandes
1,25 dl leite
Aguardente ou Vinho do Porto (menos de meio cálice pequeno) – usei aguardente
1 casca de laranja (sem a parte branca) – usei uma tira com 2 cm x 5 cm
Açúcar e canela para polvilhar depois de fritas

Como fazer:
Numa taça juntar a farinha com o sal e a canela.
Noutra taça bate os ovos inteiros com o leite frio.
Depois de batidos junta este líquido (sempre em fio), à farinha e mistura bem.
Por fim junta o vinho e a casca da laranja. Mexe.
Guarda no frigorífico 1 hora. (A minha ficou durante a noite...)
Passado este tempo tira a casca da laranja.
Fritar em óleo bem quente, tendo o cuidado de molhar as formas no óleo alguns segundos para elas irem bem quentes (sem ser em demasia senão coze a massa), mergulhando-as na massa (NUNCA PODE DEIXAR PASSAR A MASSA POR CIMA DAS FORMAS- senão a massa não se despega).
Ao mergulhar a forma no óleo, oscila-a para cima e para baixo, para a massa se despegar.
Por fim escorre os fritos e passa-os por uma mistura de açúcar e canela ( Enquanto mornos).
NOTAS: Se a massa não descolar da forma, limpe-a com cuidado usando uma faca para descolar a massa. NÃO LAVE A FORMA. Se tiver de limpar a forma apague o lume para que o óleo não fique demasiado quente.

A mãe da Turbolenta tem uma técnica que eu adoptei: Depois de usar as formas, se houver alguma massa raspa com uma faca e limpa-as com um pano limpo. Esfrega-as com óleo, embrulha-as num pano e guarda num saco de plástico.
Isto ajuda a que na próxima confecção elas se soltem mais facilmente.

Adenda: A leitora Isabel, do Porto deixou um comentário muito simpático a estas filhoses que para ela são rosas, o doce de família, desde meados do século dezanove.
Ensinou mais uns truques que eu agradeço e passo a divulgar para quem se aventurar (são muito úteis para ficar apenas nos comentários e já aprendi mais um pouco para melhorar a minha próxima aventura com estas filhoses):
Entre a taça com a massa e a frigideira colocar bastante papel de cozinha para, rapidamente pousar a forma e escorrer o excesso de óleo que poderá engordurar demasiado a massa impedindo-a de se agarrar bem à forma. (Acho que agora percebo porque perdi as últimas filhoses...)
A mãe desta leitora fazia uma calda rala com açúcar e raspa de laranja para regar as "rosas" logo antes de irem para a mesa. Uma sugestão para ficar diferente do simples açúcar e canela.
Obrigada Isabel, pode ser que assim estas tradições não se percam ;)

Tuesday, January 15, 2008

Filhoses da Augusta 2

Repeti no ano novo a receita de Filhoses da Augusta 2 , com quantidades diferentes.
Para futura referência:

Filhoses da Augusta 2

Ingredientes:
1 kg de abóbora
330 g de farinha
1 colher de chá de canela
Raspa e sumo de 1 laranja pequena
1 gema de ovo grande
1 colher de sobremesa de fermento
1 clara grande em castelo

Preparação:
Mistura-se tudo e, por último, as claras em castelo.
Bate-se mais um pouco.
A massa fica mole.
Acaba-se de amassar e começa-se a fritar em óleo bem quente.
Se as filhoses ficarem baixas junta-se mais um pouco de farinha.
Depois de fritas e enquanto quentes envolvem-se em açúcar e canela.


NOTAS:
As filhoses ficaram muito espalmadas e acho que tem a ver com o facto do ovo ser muito pequeno. Para a próxima, com 1 kg de abóbora vou usar 2 ovos.
Em termos de sabor estava óptimo!

Friday, January 04, 2008

Formas das Filhoses de Forma

No Natal de 2006 andava pela net à procura de receitas de filhoses e deparei-me com umas filhoses lindas que me recordava de ter comido na minha infância, que pareciam umas flores.
Entretanto, como não tinha as formas, copiei e guardei a receitinha para comprar as formas quando fosse a Portugal no Verão de 2007.
As férias de Verão de 2007 não foram propriamente férias e reconheço que nem me lembrei das ditas formas até voltar a ver a mesma receitinha publicada pela Turbolenta.
Como sou persistente e de idéias fixas (e um pouquinho chata...) aproveitei logo para lhe perguntar onde poderia encontrar as ditas formas.
Ela foi muito simpática e respondeu-me, mas eu não tinha quem fosse a Lisboa à procura e a madrinha do meu filho vai ao Porto no próximo mês e pensei em pedir-lhe para as comprar pelo que mais uma vez importunei a Turbolenta a perguntar se sabia onde encontrar as formas no Porto.
Ela deve-me ter achado uma grande chata e só sei que no email seguinte me pedia a morada.
Ontem o marido foi ao apartado e telefonou-me a dizer que tinha uma encomenda de Portugal para mim.
Ao chegar a casa fui logo abrir a caixinha e o que estava lá dentro?
Estas duas lindas formas de filhoses e uma simpática cartinha da Turbolenta a explicar-me tudo direitinho sobre como fazer as referidas filhoses.
Um autêntico mimo que agradeço e que vou pôr mãos à obra para fazer o mais breve possível.
E assim se vê que este mundo é mesmo pequeno e com muitas pessoas muito queridas.

Tuesday, January 01, 2008

Filhoses da Augusta

Esta receita tem mais de 20 anos e estava esquecida dentro de um livro e já a julgava perdida. Fiquei feliz quando a descobri por acaso mesmo na altura ideal e a pus em prática.
São recordações da minha infância e da minha avó.
Nos tempos em que as filhoses se faziam com fermento de padeiro e não era nada prático fazê-las uma vizinha, a Augusta, fez estas filhoses que toda a gente gostou e passou a receita aos vizinhos, a minha está escrita pela minha mãe.
Não são as filhoses tradicionais, mas andam lá perto e são muito simples de fazer e saborosas. São tão fofas que lembram sonhos e viram-se sozinhas ao fritar, tal como os sonhos.


Filhoses da Augusta

Ingredientes:
3 Kg de abóbora (a minha pesava 1.7 kg e cozi-a em água primeiro até ficar mole)
1 Kg de farinha (usei 560 g)
1 colher (sopa) de canela (1 c.chá)
Raspa e sumo de 2 laranjas (1 laranja)
3 gemas de ovo (2)
1 colher de sopa de fermento
3 claras em castelo (2)

Preparação:
Mistura-se tudo e, por último, as claras em castelo.
Bate-se mais um pouco.
A massa fica mole.
Acaba-se de amassar e começa-se a fritar em óleo bem quente.
Se as filhoses ficarem baixas junta-se mais um pouco de farinha.
Depois de fritas e enquanto quentes envolvem-se em açúcar e canela.


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