Friday, November 07, 2008

Iogurte natural na iogurteira ou a saga do Iogurte – o meu primeiro (e segundo) iogurte

Penso que terá sido em Julho ou até em Junho que começou uma febre, uma moda, um vício, o que lhe queiram chamar, nos blogs de culinária.
Toda a gente começou a fazer iogurtes caseiros. Com iogurteira, sem iogurteira, naturais, com frutas, dos mais variados sabores…
Aqui em Macau é difícil encontrar iogurtes que me agradem e que agradem aos filhos e cada vez é pior… os chineses não têm o hábito de consumir productos lácteos.

Assim, nas férias de Verão decidi que ia comprar uma iogurteira.
Em conversa com a minha boadrasta ela disse que a dela só tinha sido usada uma vez e que me dava a dela pois também não a ia usar.

Uma iogurteira que tem mais de 20 anos, mas que está nova.
Claro que eu vim toda contente com a iogurteira na mala e cheia de vontade de me aventurar no mundo dos iogurtes.

Pesquisei em muitos blogs, li imenso sobre como fazer iogurtes, etc e tal e estava toda contente e nunca pensei que algo fosse correr mal, porque haveria de correr?
A receita escolhida foi esta Iogurtes Caseiros (de vários sabores) da Manuela do Delicias e Companhia pois os iogurtes que ela mostrava no blog deixavam-me de boca aberta, cheia de vontade de os comer.

Segui a receita direitinho, ao pormenor para não correr o risco de algo sair mal…
Comecei por tirar a iogurteira e ligá-la (tipo o que fazemos ao forno, pré aquecido…).
Misturei os ingredientes, coloquei nos copos e pus na iogurteira durante a noite, 10 horas.
E, no dia seguinte, estava toda contente para ver como estariam os iogurtes…
Não estavam, estavam líquidos, quase como quando os pus lá e eu fiquei desiludida. Foi tudo para o lixo.

Enviei um email à querida Manuela a contar o sucedido e ela não via a razão de ter corrido mal, excepto o facto do clima de Macau ser muito quente e muito húmido (os Açores para mim são secos!), a temperatura é a mesma de dia e de noite e na altura rondava os 30 e tal.
Ela recomendou deixar os iogurtes apenas 8 horas e foi o que fiz na segunda tentativa e só liguei a iogurteira depois de ter os frascos de iogurte lá dentro.
Desta vez, com a mesma receita e apenas esses dois pormenores, os iogurtes ficaram perfeitos e já foram repetidos muitas vezes cá em casa!!!!

Iogurte natural na iogurteira


Ingredientes:
1 litro de leite de gordo (ou meio gordo)
1 iogurte natural (medi um copo dos da iogurteira)
6 colheres rasas de açúcar (não usei)
2 colheres de sopa de leite em pó

Preparação:
Aqueça um bocadinho o leite, só para ficar morninho (se ficar muito quente não coagula). Não fiz este passo pois com mais de 30ºC o leite já está morno o suficiente.
Num jarro coloque o iogurte natural, adicione o açúcar (não usei) e o leite em pó mexendo muito bem. Por último adicione o leite morno e misture tudo.
Distribua pelos frasquinhos, coloque-os na iogurteira durante 8 horas.
Passado este tempo deixe arrefecer, coloque as tampinhas nos frascos e leve ao frigorífico.
Assim obtém 7 iogurtes naturais (não) açucarados.

Thursday, November 06, 2008

Quiche de Couve-flor e Alho Francês

Desta vez o desejo de Rita Palita é quiche salgada e, pela primeira vez decido participar neste desafio.
A receita que fiz é bem simples e fácil de fazer, sendo também menos calórica porque uso iogurte natural (caseiro) em vez de natas.

Quiche de Couve-flor e Alho Francês
Ingredientes:

Massa (ou em alternativa, use uma base para tartes de compra):
300 g de farinha de trigo integral
1 dl de azeite
1 ovo
Água q.b.
Sal

Recheio:
1 couve-flor
2 alhos franceses
½ cebola
2 dentes de alho
1/2 iogurte natural (usei caseiro)
2 ovos
Sal e pimenta
½ colher de chá de orégão
½ colher de chá de manjericão
½ colher de chá de tomilho
Azeite
Queijo ralado

Preparação:

Massa:
Envolva a farinha com o azeite, o ovo e o sal.
Amasse bem e junte água aos poucos até obter uma massa bem ligada e homogénea.
Faça uma bola, embrulhe em película aderente e deixe a descansar no frigorífico durante 15 minutos.
Passado esse tempo, abra a massa e forre uma tarteira previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Faça furos na massa com um garfo.

Recheio:
Refogue o alho francês em rodelas finas, a cebola picada e os alhos picados num pouco de azeite.
Tempere com sal, pimenta e as ervas aromáticas.
Junte a couve-flor, cortada em pequenos ramos e deixe cozinhar até ficar macia.
Retire do lume e deixe arrefecer um pouco.
Numa tigela, misture os ovos com o iogurte.
Coloque o refogado de alho francês e couve-flor morno sobre a massa que já está na tarteira.
Por cima coloque a mistura de ovos e iogurte.
Sacuda um pouco a tarteira para que a mistura de ovos e iogurte ocupe os espaços entre a couve-flor e a massa.
Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno a 180 C durante 45 minutos ou até que o centro esteja cozido.
Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de desenformar e cortar.
Sirva com salada.

Wednesday, November 05, 2008

Bolo Amor de Mãe

O bolo amor de mãe (bolo com recheio de ananás e coco) está na minha lista para ser preparado há muito tempo. Tal como a Belinha adorei o nome.
Tinha pensado fazê-lo para o meu aniversário mas não tive tempo e foi ficando para depois.
No dia em que decidi fazê-lo fiz uma coisa que não se deve fazer quando se vai para a cozinha: li a receita por alto porque estava cheia de pressa.
Assim preparei a massa do bolo e despejei na forma.
Como o jantar estava no forno e ainda não estava pronto resolvi ir ler novamente a receita e foi quando descobri que o bolo ia ao forno com o recheio… Como? E agora? Calma…
Preparei o recheio, tirei metade da massa da forma, e pus o jantar na mesa para os filhotes e para o papá enquanto o recheio arrefecia. Voltei à cozinha, tirei metade da massa da forma e coloquei o recheio voltando a por o resto da massa e a pensar que o bolo não ia sair nada de jeito com tanta reviravolta.
Pois enganem-se, ficou muito bom e todos gostaram!

Bolo Amor de Mãe

Ingredientes:
Para o bolo:
400 g de farinha para bolos
200 g de açúcar
100 g de margarina amolecida
3 0v0s
1 dl de leite(usei calda do ananás, tal como a Belinha)
1 colher de chá de fermento em pó.


Recheio:
1 lata de ananás em calda (não sabia se era grande ou pequena e só tinha grande, foi o que usei)
400 g de açúcar (usei brown sugar, fica muito doce, para a próxima vou cortar)
100 g de coco ralado
4 ovos

Preparação:

Recheio:
Corte o ananás em pedacinhos e coloque num tacho com o açúcar, os ovos, e o coco.
Leve ao lume até fazer um creme, cerca de 15 minutos (o meu demorou menos porque tinha o fogo médio-alto e usei coco. Não parei de mexer para evitar que pegasse)
Retire do fogo, reserve e deixe esfriar um pouco.

Unte uma forma com margarina e polvilhe com farinha.
Pré aqueça o forno a 180ºC.

Bolo:
Bata o açúcar com a margarina amolecida até obter um creme liso.
Junte os ovos, um de cada vez.
Adicione o leite (ou a calda do ananás).
Acrescente a farinha e o fermento.
Deite metade da massa na forma.
Por cima coloque o recheio quase frio (tal como ela, também deixei um pouco para enfeitar o bolo por cima).
Coloque a restante massa por cima do recheio e o restante recheio para enfeitar o bolo por cima (se estiver a usar).Leve ao forno até cozer o bolo cerca de 40 minutos ou até ver que está cozido.


Tuesday, November 04, 2008

Bredo Raba-Raba

Em Macau há uma imensa variedade de vegetais, alguns deles que vi pela primeira vez e muitos que não sei muito bem o que poderei fazer com eles.
O “water spinach” ou “morning glory”, como é conhecido na Tailândia já conquistou presença semanal na minha mesa pois o meu filhote adora, mas muitos outros eu vou descobrindo e tentando fazer com que eles também gostem.
A “pák chói”ou couve chinesa branca também já conquistou o seu lugar, mas o “red leaves” ainda não conseguiu.
Esta é uma receita macaense que faz parte do livro À Mesa da Diáspora e mistura vegetais que só encontro deste lado do mundo.

A receita em si não convenceu porque o sabor da pasta de camarão é muito intenso e vou ter de experimentar novamente usando metade da quantidade indicada na receita.

Bredo Raba Raba

Ingredientes:
350 g de Cancom (ung-chói-water spinach)

Imagem daqui

250 g de pak-chói

Imagem daqui

250 g de Fula (flor de papaia) - não usei
250 g de bredo (ou baião) [in-chói]

Imagem daqui


1 raminho de bardalega (beldroega) não usei

Imagem daqui

150 g de cogumelos frescos [kam-cu] (opcional) não usei
150 g de cogumelos boletos [chou-cu] (opcional) não usei
3 colheres de sopa de balichão (usei 2 colheres de sopa de pasta de camarão, shrimp paste – para a próxima vou usar metade desta quantidade)


Malaguetas, cortadas fino (não usei )
Alho
Gengibre (1 pedaço com cerca de 3 cm)
Óleo (ou banha) usei banha
Sal e pimenta

Preparação:
Arranjar e lavar os legumes, partindo-os com as mãos.
O Cancum deve ser escaldado em água a ferver e constipado (passar po água fria), ficando a escorrer. (não fiz, usei cru)
Aquecer o óleo (ou banha)e frigir o balichão, com alho picado, gengibre e as malaguetas.
Ir juntando o pak-chói, bredo, bardalega e o cancom, mexendo bem de cada vez que se acrescenta, terminando com os cogumelos (se os usar). Tempere com sal e pimenta e deixe cozer. As flores de papaia são escaldadas à parte e adiciona-se pouco antes de servir. (não usei)

Monday, November 03, 2008

Mimos

No passado dia 12 de Outubro, a querida Neyma da Vó Mindoca premiou-me com o selo “Este blog vicia”.

A querida Zakuskas Prêmios, Mimos e Presentes, do blog com o mesmo nome também me premiou com o mesmo selo e também com outros selinhos.
Agradeço às duas e peço desculpa de só agora o estar a fazer mas o tempo nem sempre chega para tudo o que queremos fazer…

O prémio “Caminhamos Juntas” traz um desafio, de construir um acróstico do nome…

Simplicidade, porque as coisas mais simples são as mais bonitas
Amor, é ele que faz o mundo girar
Natal, porque se aproxima a passos largos
Deliciosa, a vida, as refeições
Rir, porque faz bem
Aprender, sempre


Hoje apenas queria agradecer e passar esses miminhos a todas as amigas que por aqui passam.

Friday, October 31, 2008

Bolo de Alfarroba

Desde que vi em vários blogs receitas de bolos de alfarroba que fiquei curiosa e queria muito experimentar, ainda por cima eu gosto de comer alfarroba. Que saudades do Verão de 1989 em que passei imenso tempo no Algarve de férias e comia alfarroba todos os dias…
Claro que encontrar farinha de alfarroba em Macau está fora de questão e tive de esperar até ir a Portugal de férias para comprar a farinha e a trazer para Macau.
Arrumei-a e até já me tinha esquecido dela, até que num destes dias me apetecia um bolo e nem sabia muito bem o que me apetecia e a vi no armário a “sorrir para mim”. Decidi ir procurar uma receita e foi este Bolo de Alfarroba que me pareceu o melhor para experimentar. Fiz meia receita e fica um bolo diferente e saboroso, com um gosto que faz lembrar o chocolate, mas que é diferente pois deste eu gosto e de chocolate nem por isso ;)
Tinha pensado dispensar a cobertura, mas decidi fazer e ainda bem porque o contraste com o bolo fica muito bem!

Bolo de Alfarroba

Ingredientes:
6 ovos (usei 3)
300 g de açúcar amarelo (usei 150 g de brown sugar)
80 g de manteiga (usei 40 g)
2 c. de chá de canela (usei 1)
200 g de doce de pêssego (usei 100 g)
50 g de farinha de trigo (usei 25 g)
250 g de farinha biológica de alfarroba
(usei 125 g)

2 c. de chá de fermento em pó (usei 1)
150 g de amêndoa triturada (usei 75 g de avelã triturada)
150 g de açúcar em pó (usei 75 g)
Sumo de 1 limão (usei 1/2, mas é muito, recomendo que vá acrescentando colher a colher)Manteiga para untar e farinha para polvilhar a forma q.b.

Preparação:
Aqueça o forno a 180º C.
Unte uma forma redonda com manteiga e polvilhe-a com farinha.
Bata os ovos com o açúcar.
Junte a manteiga e mexa até obter um creme.
Envolva a canela, o doce e a amêndoa (avelã).
Misture, à parte as farinhas com o fermento e peneire sobre a mistura anterior.

Misture bem.

Verta na forma e coza por 50 minutos a meio do forno (o meu ficou um bocadinho queimado e só ficou no forno 40 minutos, talvez por ser mais pequeno necessitasse menos tempo, mas não me lembrei :().Depois de frio desenforme o bolo .
Misture o açúcar em pó com o limão.

Coloque esta glace num cartucho de papel vegetal e decore com ela o bolo.

Thursday, October 30, 2008

Tao Fu frito com ovos

Numa tentativa de haver uma maior variedade de comida cá em casa, ando sempre à procura de novas receitas e ao encontrar esta receita na net (já não sei onde...) não hesitei e decidi experimentar.
Até o meu filho que é bastante esquisito com a comida gostou e tentou convencer a irmã a comer, embora sem sucesso que essa menina não se deixa convencer facilmente!!!

Tao Fu frito com ovos (Stir Fry Tao Fu with egg)

Ingredientes:
Tao fu, tofu ou queijo de soja (comprei 8 “cubos” do mais macio, mas penso que o outro mais duro é melhor pois desfaz-se menos)
2 – 3 ovos batidos
100 g de carne de porco picada
1 cenoura pequena, ralada
1 tira de cebolinho, finamente picado
Pimenta
Óleo de sésamo
Molho de soja claro

Preparação:
Marine a carne de porco picada com pimenta, óleo de sésamo e molho de soja durante 5 – 10 minutos.
Corte o tao fu em cubos.
Aqueça uma colher de óleo e frite a carne de porco.
Quando a carne estiver quase cozida, adicione a cenoura ralada e o cebolinho.
Deixe fritar e acrescente o tao fu, mexendo com cuidado para envolver.
Despeje os ovos batidos e sacuda a frigideira para formar uma omolete.
Frite até que os ovos e a carne estejam cozidos.
Sirva.

Notas:
a) Pode usar o tao fu em tubo em vez de caixa (uso o fresco, em cubos)
b) O número de ovos depende da quantidade de tao fu

Servi com arroz branco e water spinach

Wednesday, October 29, 2008

Queijadas Brasileiras

Quando fui a S.Miguel (Açores, Portugal) nas férias trouxe queijo na mala, pois adoro queijo e neste lado do mundo não há muita escolha uma vez que não são apreciadores e ainda reclamam que cheira mal, mal eles sabem o bem que sabe!
Quando vi a receita destas Queijadas Brasileiras feitas com o delicioso queijo de S.Jorge tive de experimentar.
Fiz meia receita pois não trouxe muito queijo e já sabia que as queijadas seriam apenas para mim, mesmo assim rendeu 17 mini queijadas (usei formas de mini muffins) que ficaram deliciosas!!!!

Queijadas Brasileiras

Ingredientes:
4 ovos

(usei 3)
100 gramas de côco ralado (usei 50 g)
300 gramas de açúcar (usei só 120 g, mas ainda achei muito doce)
100 gramas de Queijo de S. Jorge ralado (usei 50 g)

Preparação:
Misture muito bem todos os ingredientes.
Coloque em forminhas
(se forem de alumínio devem ser previamente untadas com manteiga e polvilhadas com farinha, se for de silicone não precisa).
Leve ao forno a cozer em lume brando (160º) até começarem a ficar douradinhas (usei mini forminhas, em 15 minutos estavam prontas).
Desenforme com muito cuidado, com a ajuda de uma faca
(não precisei).
O fundo da queijadinha fica tipo pudim.
Coloque em forminhas de papel frisado e decore com missangas de cores (não fiz).

Nota da Manuela:
Provavelmente as leitoras brasileiras vão achar logo que esta receita não é do Brasil. E têm razão, não é. Os portugueses muitas das vezes que colocam côco nas suas receitas chamam-lhe brasileiras. Lembro-me por exemplo da receita dos Quindins, em que a maioria dos portugueses acha que é uma receita brasileira e os brasileiros acham que é portuguesa. Na realidade é uma receita inventada por portugueses, mas como leva côco atribui-se erradamente a origem ao Brasil.